Friday, November 03, 2006

A Benção, Camões!


© Nathan de Castro


O tempo passa, passo o verso em branco
e, passo a passo, traço outro esqueleto,
marcando a rima ao som desse tamanco,
tão velho e conhecido do soneto.

Sei nada, mas do nada inda alavanco
um tango que permita-me o amuleto
para dizer:__Camões, meu peito é manco,
mas tenho o sonho e o sangue de bisneto.

Tataravô, tu tacharias: louco,
um descendente e torto de saudades,
quando os quatorze pintam muito ou pouco?...

Castro Ferreira assino, e as liberdades
bem aprendi cantando e, hoje rouco,
risco paixões ao som das tempestades!

1 comment:

  1. Nathan,

    Certamente Camões te abençoou!
    Lindo soneto!
    beijão,
    Maial

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