Monday, July 14, 2008

Flor da Poesia

© Nathan de Castro


“Oh! Flor do céu! Oh! Flor cândida e pura!"
Flor da poesia azul da madrugada,
tristeza das manhãs sem passarada,
mistério da paixão que me tortura.


Vem ver o sol nascer, sente a textura
da brisa ousando beijos na galhada,
e escuta o som da doce revoada
dos pássaros, cantores da ventura!


Vem ver o rio, os peixes, a campina,
provar do mato verde que ilumina
os versos do poema que se espalha...


O tempo passa, e o tempo nos ensina
que a hora do carrasco nunca falha:
“Perde-se a vida, ganha-se a batalha!”


*Versos entre aspas: Machado de Assis.

3 comments:

  1. Olá, meu amigo, agora que coloquei teu link no meu blog, tenho "passeado" por aqui mais seguido. Vejo que também "aceitaste o desafio de Dom Casmurro" - risos.
    Eis o que fiz há algum tempo atrás:

    “Oh! flor do céu! oh! flor cândida e pura”(resposta ao desafio de Dom Casmurro”- Machado de Assis).

    “Oh! flor do céu! oh! flor cândida e pura”
    que ao céu noturno emprestas teu clarão,
    e sobre a terra espalhas tua brancura,
    afastando da noite a escuridão;

    ah! flor do céu, pareces tão segura,
    a deslizar por essa imensidão,
    indiferente à dor que me tortura
    que dilacera este meu coração!

    Como te invejo, oh! lua branca e linda!
    Melhor estar assim, da dor distante,
    do que viver no fio desta navalha,

    e lutar pela morte que é bem vinda,
    porque nos dará paz, eternamente...
    “Perde-se a vida, ganha-se a batalha!”

    Não está tão bom quanto o teu, mas foi o consegui na ocasião.
    Grande abraço.
    Eloah

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  2. Perco uns segundos, ganho duas respostas a Machado, a sua e a da comentarista anterior, cujo blog conhecerei em seguida, já que atiçada se acha a minha curiosidade. Ela mesma gostou mais da sua resposta, mas a dela até que vai, também, daria pra apresentar ambas ao próprio Machado e ver o que ele diria.

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  3. Valeu, Eloah!
    Ficou muito bom o seu soneto.
    Abraço,

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