Sunday, September 10, 2006

Latifúndio


© Nathan de Castro


Quando no peito bate o som do avesso
de um verso torto e aflito, o meu perdido
poeta tolo aceita o tom, o excesso
e lança ao vento o canto arrependido.

Armado até os dentes, pago o preço
tão alto quanto as contas co’as quais lido
no dia-a-dia, pouco, onde me estresso,
para cumprir meu mundo sem sentido.

Consumo a dor, não perco a propaganda
e abraço as condições que me aliviam
do peso amargo e pobre dos meus dias...

Tudo é tão fácil... A música e a ciranda
do tempo são cruéis e sentenciam:
crédito aberto à morte e às fantasias.

1 comment:

  1. Muito triste. Gosto mais quando escreve de paixão...


    Te adoro!
    Lu

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