Saturday, September 02, 2006

Maria


© Nathan de Castro


Preciso te falar de amor, de amor, Maria.
Mostrar meu velho livro, livre, leve e solto
e em teu sorriso ousar brincar de ventania
num novo verso torto, livre, leve e solto.

Talvez, cantar teus olhos e toda a poesia
de um sono apaixonado, livre, leve e solto
e amanhecer nos braços dos lençóis: folia
do sol que chama o dia livre, leve e solto.

Paixão não custa nada quando a melodia
repete o som do verso livre, leve e solto:
beijo na boca, a cama, o abraço e a fantasia

de desvendar teus lábios, livre, leve e solto....
Se um sonho pode o olhar de luz, - Fotografia. -
pode avivar as chamas do meu mar revolto.

3 comments:

  1. Nathan,

    Quem bom poder sonhar, penso eu. E que bom que um sonho te faz escrever coisas tão belas!
    Quisera eu sonhar assim todas as noites. Muito gostoso esse seu soneto.

    Beijo,
    Lu

    ReplyDelete
  2. Estava aqui relendo e notei que ao menos em dois comentários repeti que o soneto era o meu preferido.
    Mas, nesse aqui deu vontade de dizer... hummmmmmm ! Como eu queria ser Maria!
    Sou apenas a Lu que vive de sonhos e dores e que sente o coração aquecido quando lê coisas boas como as suas.

    Beijo,

    ReplyDelete