Monday, September 04, 2006

Para Cantar o Amor Maior


© Nathan de Castro


Teu nome está gravado com punhais de estrelas
nos troncos dos sonetos que guardo no peito,
mas nestes que rabisco não consigo as telas
e as pétalas das letras de um verso perfeito.

Como explicar o amor, com tinta de caneta,
nas árvores de um sonho feito de aquarelas,
se as cores das palavras saltam da paleta
e as mãos do meu poeta não conseguem vê-las?

Ah! mágica Poesia Azul, qual o segredo
para escrever a dor com versos soberanos,
sem respingar saudade e luas nos pianos?

Me ensine essa canção feliz do passaredo
e a música das ondas beijando o rochedo,
para que eu cante o amor maior dos oceanos.

2 comments:

  1. Muito bom, Nathan, forte e sincero.
    Como não posso passar sem versos, perdoe-me a liberdade:

    VELAS AO LUAR

    Eu posso ouvir um sonho de poeta,
    de espraiar tão longe a voz do mar
    que, muto além de onde chegam as velas,
    a dor de mim consegue alcançar,

    e logo mira, entre as pedras, cores,
    de um amor que desafia o vento,
    e vai tão longe a voz desse lamento,
    e vem tão perto o medo de chorar...

    Para alcançar o que ninguém conhece,
    e conhecer o que ninguém ouviu,
    páro e escuto a solidão do mar,

    a perceber a dor que não se esquece,
    e esquecer que tudo acontece
    à luz das velas, ao luar de amores...

    ..........................
    Um grande abraço.
    Marco

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  2. Você sabe, não sei se lembra, mas, eu disse que é meu preferido. Já o conhecia e foi um prazer enorme ler novamente.

    Beijo...
    Lu

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