Tuesday, July 04, 2006

Soneto de Engenho

© Nathan de Castro


Para se ter da cana uma cachaça boa,
alambico as palavras com cana caiana
e o mel da rapadura entoa no meu verso
tardes de feriados e fins de semana.

Canaviais de estrelas na rua deserta,
misterioso engenho de açúcar mascavo
curtido nos carvalhos do peito poeta
em mil e uma noites de favos de lua.

Moendas de soneto e a garapa gelada,
sementes e quintais de pomares floridos:
rimas de limoeiros, limões, caipirinha.

Sabores de poesia, luares e amigos.
Quatorze mata-burros, poeira e os sonidos...
Canções e serenatas de antigas estradas.

1 Comments:

Anonymous Anonymous said...

Eu vejo pequenas paisagens assim, qd viajo do Rio para Minas...penso será q passei por essa? Certamente passei, quando li tua poesia.
Juçara

July 04, 2006 6:42 PM  

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