Divagações
© Nathan de Castro
Nas minhas retinas guardo o silêncio dos beijos
e o abraço das árvores à espera das tempestades.
As luzes dos dezembros cantam páginas de luas.
- Por séculos e séculos, as lembranças farão
coro aos sabiás, donos daquelas alvoradas. –
Um beijo na ponta do nariz... Início, meio
e fim. O gozo ficou guardado nos alpendres
e sofás dos momentos de pupilas.
Canções mágicas que os versos não conseguem
explicar.
Somente após perder os passos aprendi a contar
estrelas, mas as nuvens são visitas noturnas...
Sempre aparecem e escondem as palavras.
Quando acordo, o dia amanheceu de sol.
Canto o sol.
Nada que se possa entender.
Meu canto não explica a origem dos sonhos
e não mede os passos das profecias das alvoradas.
Quem explica a vida?
Quem ensina os caminhos do destino
e as pétalas pós-morte?
Não que o meu canto seja vida... Ou morte.
O meu canto é apenas silêncio e paixão.
Tão inexplicável quanto a vida e a morte.
Ah! Essa coisa de enterrar saudades!
Eu choro e morro do mal de poesia, a cada dia,
e não tem pedra, na pequena rua Irmã Dulce,
que já não tenha sentido a fúria dos meus sapatos.
Pouco a pouco, o bairro e toda a cidade...
Essa mania de chutar palavras e pedras me
acompanha.
(e o apito do juiz)
O locutor grita: __ Fora!... (sempre).
Nunca encontro a curva que sabe o ângulo
superior ou o caminho da meta.
Nem mesmo as traves sabem o impacto dos versos
que saltam do meu peito.
Essa coisa de jogar sem o apoio da torcida...
Essa coisa de jogar sem torcida...
Punição insana para quem sempre jogou poemas
e driblou os adversários, pensando driblar
os perigos que se escondem nos campos da poesia.
As árvores do Parque Sabiá conhecem os poemas
do futebol.
O meu poeta conhece, tão somente, o canto do sabiá.
Ele não entende de táticas, de posicionamento,
ataque e defesa...
Tem uma lua cheia brincando de pingar estrelas
de orvalho nas folhas verdes do poema.
Eu, só.
Nas minhas retinas, o silêncio dos beijos.
Nada para se entender.
O meu canto é apenas silêncio e paixão.
Ah! Essa coisa de enterrar saudades!
Eu choro e morro do mal de poesia, a cada dia.
Rio Grande... Rio Paranaíba... Triângulo Mineiro...
Ah! Essa coisa de cantar triângulos...
Eu canto.
Um beijo na ponta do nariz... Início, meio e fim.
Nas minhas retinas guardo o silêncio dos beijos
e o abraço das árvores à espera das tempestades.
As luzes dos dezembros cantam páginas de luas.
- Por séculos e séculos, as lembranças farão
coro aos sabiás, donos daquelas alvoradas. –
Um beijo na ponta do nariz... Início, meio
e fim. O gozo ficou guardado nos alpendres
e sofás dos momentos de pupilas.
Canções mágicas que os versos não conseguem
explicar.
Somente após perder os passos aprendi a contar
estrelas, mas as nuvens são visitas noturnas...
Sempre aparecem e escondem as palavras.
Quando acordo, o dia amanheceu de sol.
Canto o sol.
Nada que se possa entender.
Meu canto não explica a origem dos sonhos
e não mede os passos das profecias das alvoradas.
Quem explica a vida?
Quem ensina os caminhos do destino
e as pétalas pós-morte?
Não que o meu canto seja vida... Ou morte.
O meu canto é apenas silêncio e paixão.
Tão inexplicável quanto a vida e a morte.
Ah! Essa coisa de enterrar saudades!
Eu choro e morro do mal de poesia, a cada dia,
e não tem pedra, na pequena rua Irmã Dulce,
que já não tenha sentido a fúria dos meus sapatos.
Pouco a pouco, o bairro e toda a cidade...
Essa mania de chutar palavras e pedras me
acompanha.
(e o apito do juiz)
O locutor grita: __ Fora!... (sempre).
Nunca encontro a curva que sabe o ângulo
superior ou o caminho da meta.
Nem mesmo as traves sabem o impacto dos versos
que saltam do meu peito.
Essa coisa de jogar sem o apoio da torcida...
Essa coisa de jogar sem torcida...
Punição insana para quem sempre jogou poemas
e driblou os adversários, pensando driblar
os perigos que se escondem nos campos da poesia.
As árvores do Parque Sabiá conhecem os poemas
do futebol.
O meu poeta conhece, tão somente, o canto do sabiá.
Ele não entende de táticas, de posicionamento,
ataque e defesa...
Tem uma lua cheia brincando de pingar estrelas
de orvalho nas folhas verdes do poema.
Eu, só.
Nas minhas retinas, o silêncio dos beijos.
Nada para se entender.
O meu canto é apenas silêncio e paixão.
Ah! Essa coisa de enterrar saudades!
Eu choro e morro do mal de poesia, a cada dia.
Rio Grande... Rio Paranaíba... Triângulo Mineiro...
Ah! Essa coisa de cantar triângulos...
Eu canto.
Um beijo na ponta do nariz... Início, meio e fim.
2 Comments:
Nathan,
Que lindoooooo!!!
/:o)
beijinhos
Eitaaaa, poeta!!!
este seu "Divagações"...
estou relendo...trilendo...
quando eu ficar enfadada de tanto
ler..quando já não for mais surpresa cada leitura....
se é que isto será possível (duvido)....
aí sim, eu comentarei melhor, tá??
vai cantando os triângulos....
vai...muito lindo, Nathan!!
beijo
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