Friday, June 23, 2006

Versos Tortos VIII

© Nathan de Castro


Hoje eu acordei de nuvem carregada.
Frente fria, com cheiro de inverno,
chamando ventos fortes, raios, trovões,
granizo e chuva.
Muita chuva.
Chuva de palavras despejadas sobre
a tela em branco.
Chuva de outono que faz crescer o mato
em torno dos meus sonhos.
Aprendi a gostar do mato.
Ele tem a sua beleza, tem o mato,
e tem o canto solitário da natureza:
ervas-daninhas, insetos, lagartos
e os vôos rasantes de pequenos pássaros.
Carece de estudar melhor essa fauna
e essa flora.
Penso que o remédio para a cura
do mal da paixão está escondido no mato.
Sorrisos não faltam nos canteiros de outono.
E não faltam boninas...
E não faltam estrelas quando chega a noite.

4 Comments:

Anonymous Anonymous said...

A Selva, sim, os matos e os montes,
com avencas na caatinga, alecrins no canavial,
jasmins, coqueiros, fontes,sardinhas,
mandioca, E o rio Amazonas, que corre,
Numa bravata, passa a limpo este rascunho,
E numa pororoca, vai junto o Rabisqueiro.

June 23, 2006 12:13 PM  
Blogger Tristeza gelada said...

É legal como vc escreve...
kisses morbids...

June 23, 2006 1:36 PM  
Anonymous Paty Essinger said...

Pingos d'água que aos poucos molham a grama que exala um cheiro gostoso que nos leva a nostalgia,adorei teus versos tortos,parabéns pelo blog Nathan,beijos.
Paty Essinger

June 23, 2006 8:52 PM  
Anonymous Mônica Chicolet said...

Nathan,

Linda!!!
Parabéns!
/:o)

Beijinhos

June 24, 2006 9:05 PM  

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