Friday, November 21, 2008

Hoje eu quero te amar, sempre

© Nathan de Castro

Hoje eu quero te amar à flor do verso,
no inverso do quadrado da distância,
quebrar as leis e as rimas do Universo
e reescrever o olhar da nossa infância.


Hoje eu quero te amar com elegância,
sorver o suco, os sumos do reverso
e provar que a paixão é a substância
que move o mundo e as letras que diverso.

Hoje eu quero te amar como quem morre
de saudade e de página vazia.
Te amar, assim, tão tanto... Se me escorre

o som do nada, e escuto a melodia:
__vem, meu amor, o amor por certo corre
no trilho azul dos lábios da poesia.

2 Comments:

Blogger neo-orkuteiro said...

Nathan, conheci por acaso sdeu blog, em minhas andançass virtuais. Li este soneto e achei-o perfeitamente conforme ao que entendo e gosto, a forma fixa respeitada, a estrita observância de regras básicas e bem estabelecidas de versificação, além de versos bastante inspirados. Pretendo voltar aqui e ler o que mais o blog contenha antes e depois deste post.

November 27, 2008 1:19 PM  
Anonymous Lílian Maial said...

Não se pode ficar impassível diante de uma beleza dessas!
Venho sempre aqui, matar saudade. Não deixe de postar sempre!
Beijos

January 29, 2009 10:07 AM  

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