Saturday, July 29, 2006

Soneto Para Garimpar Sonhos


© Nathan de Castro


Por quantas vezes eu me vi na estrada
a confundir cristais com diamante...
Às vezes, penso que perdi o instante
do apaixonante sonho de alvorada.

Por quantas vezes vi, sem dizer nada,
o brilho de uma pétala distante...
Não fui ao seu encontro e, sempre errante,
vaguei um verso frio à madrugada.

Juntando pedras falsas e sonetos,
sigo a marcar as curvas do caminho...
E cumpro esse meu canto garimpeiro!

Talvez uma pepita entre os gravetos
do tempo, inda me traga à flor do ninho
o encanto de um brilhante verdadeiro!

2 Comments:

Anonymous Izabel T. da Rosa said...

NATHAN, quanta beleza encrustrada nessa caminhada. Somos todos garimpeiros querido e sonhamos eternamente com o dia em possamos encontrar uma pepeita entre os gravetos.
Amei demais esse texto. Prepare seu outro livro, porque de novo quero tê-lo.
Beijo brilhante para você...

July 30, 2006 7:48 AM  
Blogger Livre Expressão da Lucilaine said...

Nathan,

Penso que ficou lindo seus versos sobre garimpar sonhos. Mas, minha opinião como Lucilaine e não como poeta que ainda pretendo chegar a ser, é a de que sonhos realmente dão trabalho e são mais longes da gente. Eu prefiro as metas. Essas estão mais perto e posso tentar cumpri-las.

Beijo,
Lu

ps: Lê hoje o que escrevi sobre o Sorriso. Espero voltar às aulas amanhã e escrever menos porque isso tem me dado uma agonia daquelas.

July 30, 2006 7:51 AM  

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