Wednesday, July 26, 2006

Versos de Bananeiras


© Nathan de Castro


Brincando nos meus quintais
aprendi a falar besteiras
e a ler os velhos jornais
nas moitas das bananeiras.

Degustei beijos fatais
co’as minas namoradeiras,
reinventando as catedrais
nas sombras das bananeiras.

Virei poeta e jamais
livrei-me destas zoeiras
de rabiscar temporais
nas folhas das bananeiras.

Abelhas, vespas, pardais,
nódoa na roupa e caveiras
de cobras corais, animais
e umbigos de bananeiras.

Com gosto de quero mais:
varandas, chuvas, goteiras...
Versos devolvam meus ais
aos cachos das bananeiras!

2 Comments:

Anonymous Lurana said...

Parabéns por tds os seus poemas, Nathan, gosto principalmente dos q envolvem natureza...continue assim....

July 26, 2006 7:29 PM  
Anonymous Izabel T. da Rosa said...

Você é demais NATHAN! Gostaria de ter todos os seus poemas. Acho você simples, autêntico como uma pedra mesmo, a qual vai sendo lapidada com o tempo.
Beijo grande.

July 30, 2006 8:25 AM  

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