Friday, August 18, 2006

Nem Mesmo os Sonetos


© Nathan de Castro


Procuro um poema de formas perfeitas,
na medida certa dos teus lindos seios
e no qual os versos ensinem os veios
e os trilhos do vale da cama onde deitas.

Procuro um poema de rimas vermelhas
com sabor-pecado do beijo e os batons,
marcando uma tônica que espalhe os sons
de palavras quentes, faíscas, centelhas.

Metáforas negras da cor dos cabelos
e frases...Perfumes de flor-sedução
nos olhos bandidos que, para entendê-los

nem mesmo os sonetos que trago nas mãos.
Explico, complico e para absorvê-los,

por certo, na morte, talvez, na canção.

5 Comments:

Anonymous Maial said...

É, poeta, nem mesmo os sonetos...
Amei esse poema!
beijos,
Maial

August 18, 2006 6:52 PM  
Blogger Valéria said...

Seus sonetos são obras de arte. Você é fantástico. Parabéns

August 19, 2006 12:57 PM  
Anonymous Lucy said...

Nathan,que paixão,torvelinho de emoção nesse poema...arremeteu-me
ao "Cântico dos Cânticos",da Bíblia
cap.4,vs.1; que embora digam ser metafórico é de uma beleza ímpar...
A inspiração do belo conduz a tua pena,caneta ou usas um teclado???
Não consigo imaginar um poeta à frente do computador...
Lucy

August 22, 2006 9:34 PM  
Anonymous Cida said...

Nathan! Amei "Amor Tecer"!
Esse jogo de palavra tá demais!!
Cida.

August 26, 2006 7:33 AM  
Blogger Sonetos & Rabiscos said...

Cida,
o poema "Amor Tecer" é de autoria do amigo poeta: Marco Antonio Rosa, ok?
Abraço,

August 26, 2006 9:15 AM  

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