Thursday, August 03, 2006

Não Aprendi a Voar


© Nathan de Castro


No silêncio das pedras de um riacho,
rabisco estes sonetos sem sentido,
e as letras nas encostas do penhasco
são lascas dos meus versos distraídos.

Cascalhos que colhi nas águas rasas
do leito assoreado de um cometa:
não aprendi a voar, não me dei asas,
voar, voei!... Loucuras de poeta.

Voei de braços dados com estrelas,
ao som do mar e ao sol de sal e areia,
num vai e vem de luas e aquarelas.

Hoje, descanso os passos na palavra,
à sombra da poesia e, volta e meia,
acordo olhando a terra pendurada.

2 Comments:

Anonymous Maria Ercilia said...

Sempre me impressiona sua capacidade de criar, este poema está perfeito!!

August 03, 2006 2:52 PM  
Anonymous Anonymous said...

Gostei da tática...risos.
Linda poesia, aliás como todas que escreves.
Quando chego neste cantinho fico sonhando acordada...é delicioso ficar aqui lendo esta obra maravilhosa!!!
é isso aí menino, continue assim.
Beijos carinhosos de tua amigucha. Lucinha.

August 03, 2006 3:01 PM  

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