Sem Sentido

Um verso azul sustenta a viga à qual me entrego,
com todos os defeitos de um canto imperfeito...
Meus edifícios... Luas dos meus sonhos... O ego
que alimenta o meu lado perigoso e estreito.
Meus medos têm silêncios tortos que renego!
Não ouço a minha música... Perdi o jeito
de triste seresteiro e carente de apego,
mas me resolvo um bardo louco e satisfeiro.
E sigo a transformar palavras em granadas:
às vezes sou poeta, às vezes sou poema
e às vezes sou somente um grito indefinido...
Mas quando vejo os sonhos, todas as estradas,
relembro o teu olhar de Estrela de cinema...
É quando a poesia explode e faz sentido!